sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O que você entende por cultura?


Por Raissa Lohanna     

Cultura é o conceito muito amplo, porque abrange vários aspectos relacionados aos costumes (individuais ou de toda uma sociedade).
   Costuma-se tratar muito do conceito de cultura como algo referente a sociedade: sua religião, suas manifestações artísticas, corporais – danças, lutas, esportes, brincadeiras, etc -, seu vestuário e outras tantas expressões que realmente nos transmitem a “cultura” desta, ou seja, suas principais características, que indicam modos de pensar e agir.
   Por outro lado, as pessoas esquecem que o que forma a sociedade são os indivíduos e, consequentemente, suas característica.  Dessa forma, a cultura de uma sociedade é definida a partir do conjunto: os aspectos mais dominantes entre a população são os que passam a definir o todo.  Este conceito, portanto, passa a ser um método de generalização, o que, obrigatoriamente, acaba por ocultar muita informação individual.  Podemos dar exemplo do tango argentino: um estilo musical que é sinônimo deste país sul-americano.   Há, porém, certamente, muitos argentinos que não gostam do tango e muito menos sabem dançá-lo.
   A cultura é, então conjunto das principais características de vida de um povo (seja este uma nação, um grupo étnico ou religioso específico, etc) e, apesar de ser eficiente conhecê-la para saber mais sobre determinada população, é também necessário a consciência de que ela não traduz todo e cada ser humano do respectivo grupo: minoria existe também, e é bom conhecê-la!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A Cidade e as Serras-Uma grata surpresa.


Por: Érika Melo

Eu iria ler esse livro porque meu professor de Português pediu e passou trabalho sobre ele. Ele já tinha feito isso com outros livros como ‘Vidas Secas’ e ‘Capitães de Areia’, que eu acabei não lendo. Mas ao ver a do que se tratava esse livro, me empolguei para lê-lo. E valeu muito a pena!
O livro conta de uma forma inteligente como Jacinto, um homem rico e que conta com todas regalias da época em sua mansão na cidade, só consegue se realizar e achar a verdadeira felicidade no campo. Longe do que ele chama de ‘civilização’. Algo simples, mas o modo que é mostrado no livro, torna tudo interessantíssimo.
Jacinto se sente entediado na cidade. Mesmo sendo rico e tendo tudo do bom e do melhor, falta-lhe algo para fazer, algo que o faça ficar empolgado, que o faça sentir vivo. Um dos meus pontos preferidos do livro é quando eles sobem em uma construção de igreja, que fica em um ponto alto, e começam a ver Paris por cima, e começam a notar como a cidade é feia, cinza e monótona de cima. E usam uma comparação mais do que inteligente. Dizem que se eles vêem a cidade assim de cima e a acham feia, imagine Deus, que vê mais de cima ainda e não consegue ver beleza naquelas construções do homem. Ora, porque a natureza é linda de todos os ângulos, e os homens não foram capaz de transmitir essa beleza para suas construções. Uma frase que Zé Fernandes fala criticando a civilização é "O que a cidade mais deteriora no homem é a inteligência, porque ou lhe arregimenta dentro da banalidade ou lhe empurra para extravagância". E é totalmente verdade. Muitas vezes as pessoas presas na rotina, ou acabam fazendo apenas coisas banais, se perdendo na ignorância, ou acabam extravagando em algo, como era o caso do Jacinto, que procurava um conforto além do normal, esperando encontrar
a felicidade a partir daquilo.

E depois disso Jacinto vai para serra e tudo mais, e acaba se realizando por lá. E ai vem meu outro ponto preferido do livro: Quando José Fernandes retorna a Paris depois de muitos anos. E todas pessoas, que ele já conhecia, continuam presas na mesma rotina, com as mesmas ambições... ou seja, continuam presas nas próprias vidas, em um circulo vicioso de mesmice! Enquanto Jacinto mudou e se realizou, as outras pessoas continuaram sufocadas em suas tediosas vidas.
Por isso que gostei tanto do livro. Acho que todos deveriam tomar como lição de vida. Talvez não precise fazer uma mudança brusca no lugar aonde se vive, como uma mudança de cidade para o campo. Mas sim, que todos nós devemos procurar um modo de nos realizarmos, algo que gostamos e que vá acrescentar algo na nossa vida. Se não vamos entrar no circulo do tédio, nunca sairemos e nunca poderemos sentir o prazer de sermos completamente realizados.
Fonte: Garota Loser

Seminário

Por: Gardênia Rosendo 


As mãos tremem
O coração acelera
A sua mente vaga 
Pelo mar de medo 


A respiração ofegante
Você suando frio
Sem conseguir ficar parado
O caminhar parece a saída 


A mão fica fria 
Os pés ficam trêmulos 
A voz gaguejando
O pensamento voando longe 


A hora enfim chega
Você se desespera
As palavras Fogem 
Você respira fundo 


Quando sua vez chega
O medo toma de conta
Olhar pra frente não ajuda 
Mas você tem que ter postura


Pois ali ha muito em jogo 
Você começa a falar 
E a confiança te aflora 
Quando acaba você olha, respira e vai embora.







A ciência e o cientista brasileiro


Max Karl Ernst Ludwig Planck - Pai da Física Quântica
Por Raissa Lohanna

Pensando em nossa realidade atual, o que vocês diriam do que entende se por ciência? A palavra ciência deriva do latim scientia, e significa arte, conhecimento, habilidade. Mas, será que estamos acostumados a relacioná-la com arte? Acredito que não.
Popularmente, ao falarmos sobre ciência, logo nos vem à cabeça grandes laboratórios de pesquisa, cheios de cientistas a realizar pesquisas baseadas em cálculos absurdos. E, a propósito, o que seria o cientista na mentalidade popular? Conhecendo o significado literal da palavra, como vocês já sabem, podemos chegar à conclusão de que qualquer estudante em qualquer área é um cientista, ou seja, uma pessoa a adquirir conhecimento. Mas, para a população em geral, o cientista é, geralmente, uma figura como Albert Einstein: matemático, físico ou químico, trancado a vida toda em um laboratório, realizando experimentos e descobrindo novidades que, para a maioria, não faz o menor sentido.
E é justamente aí que reside o problema. Pior do que a imagem errônea associada ao cientista é a idéia associada a ele: ou um louco ou um gênio, que realiza proezas impossíveis para o resto da população. Vive em seu mundo solitário, não tem família, não se diverte, não tem vida social. Frente a essa imagem, quem se habilita a ser um cientista (ou, no conceito popular, um físico, um matemático, um químico)?
Desde que iniciamos os estudos nas escolas primárias, e às vezes até em nossa casa, ouvimos sobre a matemática ser muito difícil. Ora, a matemática é a matéria mais fundamental, não? Convivemos com ela todo o tempo, a dominamos sem perceber, mas carregamos conosco o preconceito contra ela. O famoso “não consigo entender matemática” é o primeiro passo para a aversão futura a “ciência”.
Todos nós falamos muito sobre o desenvolvimento do Brasil. Que nosso país tem de crescer, se tornar uma grande potência de primeiro mundo. Costumamos até nos questionar sobre o porquê de já não o sermos. Um dos âmbitos mais importantes para o desenvolvimento de um país é a Tecnologia: ela é necessária para promover melhorias em todas as áreas possíveis. Sem ela, não teríamos desde as máquinas para fazer nossas roupas até os transportes para nos locomovermos, ou os computadores, que propiciam diversas outras facilidades. O surgimento de toda a tecnologia depende de profissionais de diversas áreas, de vários cientistas, dentre eles os físicos, os químicos, os matemáticos, etc. Em outras palavras, precisamos dos cientistas!
Apesar da fascinação por questões obviamente complicadas, os cientistas não são os bichos que parecem ser. Cientistas somos todos nós: desde o padeiro que procura melhores formas de fazer seu pão, até o químico que produz as combinações necessárias para o pão também! Cientistas são os físicos, matemáticos, bioquímicos, engenheiros, médicos, bem como cada um que abre sua mente para o conhecimento, e também cada aluno que esquece as teorias preconceituosas sobre matemática e resolve abrir sua mente e tentar descobrir os números e suas facilidades. Enquanto as pessoas continuarem achando que a ciência é só para os superdotados sem coração, não teremos mão de obra suficiente para empurrar nosso país para frente. E talvez, mais do que uma pena para o país, isso seja uma pena para todas as ciências, todo o conhecimento, sempre de braços tão abertos, esperando por nós.