sexta-feira, 23 de novembro de 2012

ETEC CT entre as 20 melhores escolas públicas da capital no Enem 2011




Nesta quinta feira (22), o Ministério da Educação (MEC) divulgou os resultados do Enem 2011 (confira no http://portal.mec.gov.br/enemporescola2011). De acordo com os dados, a Etec Cidade Tiradentes, com média geral de 537,41, se posiciona entre as 20 primeiras escolas públicas da capital. Em 19º lugar, nossa escola participa de um grupo seleto de instituições do ensino paulistano administrado por órgãos públicos, como as próprias Etec’s do Centro Paula Souza, a Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da Usp e demais colégios federais. Como comparativo, este índice de 537,41 alcançado pela ETEC CT ficou acima da média nacional do país, de 519,08. Se o parâmetro for apenas entre alunos da rede pública brasileira, com 474,2, a distância aumenta ainda mais. 
Vale lembrar que os dados obtidos por nossos ex-alunos são mais do que satisfatórios, pois pela primeira vez realizamos este exame nacional. Com pouco mais de três anos de existência, a Etec Cidade Tiradentes vem consolidando sua excelência nos ensinos Técnico e Médio oferecidos, com muita seriedade e competência. Estendemos nossos cumprimentos a todos os alunos e familiares que contribuíram para o início tão promissor de nossa escola. Nós, alunos, professores e funcionários da ETEC CT, agradecemos imensamente.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

ETEC CT é a 7ª do estado em relação à índice de candidato/vaga do Vestibulinho das Etec's

A ETEC CT, mais uma vez demonstrando a qualidade de seu ensino Médio e Técnico, está em 7º lugar na relação entre candidato/vaga para o Ensino Técnico Integrado ao Médio (ETIM). Neste vestibulinho para ingressantes ao 1º semestre de 2013, o curso de Ensino Médio/Administração teve 679 inscritos para 40 vagas, um índice de 16,98 candidatos por vaga. Maiores informações no próprio portal do Centro Paula Souza:
http://www.centropaulasouza.sp.gov.br/Noticias/2012/novembro/14_conheca-os-cursos-com-maior-indice-de-candidato-vaga-do-vestibulinho-das-etecs.asp

domingo, 11 de novembro de 2012

Fragmentos do que sou

por Jean Rodrigo García Lancelot

I
O que sou?
Não sei exatamente,
Procuro descobrir todos os dias,
Tento, mas nada encontro.
Queria alguma definição
Exata para tal questão.

Talvez, o que eu gosto,
Ajude a me definir.
Parando para refletir,
Gosto de muitas coisas.
Não seria fácil, encontrar
Palavras para conceitualizar
Minha essência,
Assim, dizer o que sou.

II
Não sei o que sou
Apenas de meus gostos
E algumas preferências.

Desejo coisas
Mas elas não me conceitualizam
Ou determinam o que sou.

III
Frações de mim
Estão por ai aos montes,
Não faço ideia onde se encontram,
Talvez, no passado e com minhas vivências
Ou será que no presente e nas minhas ações?
Quem sabe no futuro?

Acredito que essas frações
Não estejam apenas relacionadas ao tempo,
Em meus pertences
E meus gostos e preferências.
                       
São pedaços,
E isso me compõe
Parte por parte
Até me completar
E eu ser eu mesmo
Inteira, sem fragmentos.

É como se olhar no espelho,
Você vê uma parte de você,
Mas por dentro, a realidade é outra,
Essa é a minha busca.
[...] 
IX
Posso ser tudo o que vivi?
Eu seria um museu,
Ficando apenas com as recordações,
E jamais saberia como eu terminaria.
Então, não posso ser o que vivi.

Mas o que vivi, precisa servir para algo,
Não é possível fazer algo
E deixa-lo lá no vazio ou no esquecimento.
Senão, eu não viveria, não faria sentido existencial.
Portanto o passado não é o que sou,
Entretanto, pode ser parte do que sou,
Mas não sei o que é exatamente.
Já que posso ser muitas coisas
E não ser nada.

Logo, o passado é uma fração
Que me pertence e que reage sobre o meu ser.
E possui ideias e crenças próprias interferindo no que sou.

X
Lembrei-me de quando era criança,
Tudo o que desejara era ser adulto
Agora vejo o quão difícil é,
Nesse mundo não sabemos o que somos,
Só que temos que viver pelo tempo.

XI
Tive outra recordação,
Era uma noite, eu tinha a pessoa amada
Em meus braços, era mágico tê-la.
Sentir seus músculos, o palpitar de seu coração,
A emoção da qual se encontrara,
E o mais importante,
Ela estava lá por mim,
Não sabia o que eu era, mas queria ser aquilo para todo o sempre.

XII
Os romances mais lindos,
As paixões mais carnais,
Vivi tudo de forma intensa,
Como se fora o último dia de minha vida,
Cada parte do meu ser vibrante
Desejara aquilo para o resto da vida,
Pois pensara que teria com quem compartilhar os meus sentimentos.
Os sentimentos seria uma boa resposta
Para saber o que de fato sou,
Já que ele nos define bem.
Mas, os sentimentos são um estado de um ser,
Então eles não me definiriam
A todo tempo com a mesma resposta.
Poderia eu ser a todo tempo um ser diferente?
Quem sabe, a essência, talvez, seja a mesma,
Porém com ideias e opiniões diferentes,
Além de que, não podemos esquecer que os sentimentos não são elementos fixos,
É um estado, logo, pode ser momentâneo ou
Durar um longo tempo,
E ir embora do dia para a noite.

XIII
Posso ser muitas coisas,
Assim teria muitas definições do meu ser,
Como posso ser coisas se eu não sei o que sou?
E se eu for um ser de apenas uma definição?
Logo não poderia ser mais coisas,
Seria uma.

XIV
Só posso ser o que está em contínua transformação,
Assim, vivo e nem sinto a constância.
Não sinto nada, apenas o tempo passando
E tirando as minhas possibilidades
De ter minhas respostas,
Para de fato saber quais são as minhas razões.

Sou o que faço e vivo,
Sou o presente e só.
A princípio, eu acreditara
Que estava certo sobre isso,
Mas não estou.

Tudo o que se vive no presente,
Precisa de algo que o preceda.
 [...] 
XXI
Então, fiz uma descoberta incrível,
Ao fechar os olhos, sabia o que era,
Pensar é ser.

Com os olhos fechados eu sabia o que de fato era,
Quando se observa e senti, somos enganados,
Pelos sentidos e aparências de um mundo imperfeito.
Além de tudo o que vemos, ouvimos e sentimos,
Seja de fato o essencial para existirem e serem.
Mas para os seres pensantes, ao fechar os olhos,
Saímos de todo o universo inflexível e imperfeito,
E sabemos o que somos, mas não podemos sentir e nem observar.

XXII
Pensar é ser, de fato, pode ser simples,
Mas é essencial fechar os olhos, só assim,
Repito, só assim, saberá de fato o que tudo é.

Quando estamos usando dos cinco sentidos
Somos enganados pelas próprias sensações.
Mas sabemos o que todas as coisas são,
Elas são o que vemos e não podem ser
Mais nada, já que não podem fechar os olhos.

Talvez, em um plano metafísico nos encontremos com as coisas,
E poderei ter mais visões e ideias sobre elas,
Que quando as vejo, escuto, sinto, degusto ou cheiro,
Já que esses sentidos quando usados
Dão-me uma perspectiva, apenas.

XXIII
É tão simples, que na prática
Resolvi fazer, para saber se detinha
Validade e se era real a aplicação.

Com os olhos abertos, observei tudo ao redor,
Tinha certeza do que tudo era,
Menos de mim mesma.
[...] 
XXVI
O passado era um aprendizado
E necessário para o presente,
Servindo como um manual
Para mudar o futuro.

Então era obrigado a viver o meu passado,
Assim teria as consequências ou ações da vida,
Para alterar o futuro, se fosse necessário.

XXVII
Como o ser é composto de muitas coisas,
Tanto boas e ruins, passara por decepções e glórias.
Sofrera mas também iludira, porém tudo aquilo vivera.
Tinha que ter sentimentos e usar os sentidos,
Pois eles eram a minha essência,
Fragmentos de tudo o que me compõe
E me faz ser o que sou.


Jean Rodrigo García Lancelot

Jean Rodrigo García Lancelot nasceu em 1900 foi um filósofo paulista. Sua descendência é francesa, era de família abastada, logo, tinha tempo para dedicar-se à poesia.
Jean nasceu no Brasil, pois a viagem que seus pais fizeram foi longa e cansativa, sua mãe teve enjoos e decidiu ficar, seu pai retornara para tomar conta de suas posses depois que o filho nascera.
Jean adaptou-se ao Brasil, lugar de onde não quis sair, sua mãe ficou com seu filho, para garantir que ele teria uma boa educação, até os seus quinze anos. Acabou por convencê-lo a estudar na França, e em seguida na Inglaterra. Lugares que o marcaram, por consequência marcaram a sua escrita.
Mesmo de família rica, Jean Rodrigo acreditava que tudo poderia ser simplificado, que o ser estava complicando a essência da vida, a partir das tecnologias que criava, ou seja, conforme a Revolução Industrial progredia, o ser regredia, dificultava o caminho de sua existência.
Em sua curta vida deixou uma obra que não conseguira concluir “Fragmentos do que sou” em que deixa as sua ideias sobre o que o ser é.
Rodrigo morreu de forma, um tanto que, inusitada. Um dia o jovem com seus 25 anos fora passar uma temporada no Brasil, decidiu nadar em uma de nossas praias, porém esqueceu-se que não sabia nadar, acabou por afogar-se, e quando lhe prestaram algum socorro, já era tarde.

Mercado de Trabalho: Segurança do Trabalho


Dando continuidade às entrevistas sobre mercado de trabalho, entrevistaremos a professora Mariana, que é formada em Fisioterapia, e falará de suas experiências e visões no curso técnico em Segurança do Trabalho, uma área que vem crescendo demasiadamente, devido o Brasil se enquadrar em uma fase de muitas construções, em que, os formados nesse técnico possuem um importante papel nessa nova fase de nossa pátria.