quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Triste fim de uma paixão

por Aryana Frances

O que me resta: A solidão,
Um amor, eu perdi,
Por cair na tentação.

Nunca mais sorri,
Desde então,
Tento me ferir.

Não só na imaginação,
Tudo eu já destruí,
Nessa trágica imensidão.

Continuo o pensamento
 Em você, sem usar a razão.
Levito-me do firmamento.

Nada acontece,
Perdi o encantamento.
Não tenho mais preces.
Não sei o que pedir,
Rezar, talvez implorar,
Ou apenas intervir.

Mudar essa situação.
Fazer tudo voltar,
Assim terminar,
Com essa frustração.

Posso ser um eterno exagerado
Por muito te amar,
Vivo do nosso passado.

Lembrando-me de sua excepcional beleza.
Sempre vou te amar,
 Mesmo que custe minha eterna tristeza.

A dor

por Aryana Frances

Trago comigo a dor,
Talvez, a escolhi por ser verdadeira,
Por sempre me fazer companhia.

A dor não é ruim,
É uma opção, não é fácil escolher.
Mas foi necessário.

A dor não me faz pensar,
Só preciso sentir,
E acredito em sua existência

A dor anula as minhas certezas,
Mas, meus sentimentos se eternizam,
No silêncio da imensidão.

Partida penosa

por Aryana Frances


 Como era de rotina, chegava à noite depois de um dia frenético de trabalho, e sempre descia para a adega, onde passava a maior parte tempo, levara uma poltrona para lá. A cada noite, era uma experiência nova, sabia que o fim estava próximo, mas sentia meu corpo pesado, a mente leve e alma esperando por isso, incansavelmente.
Havia ficado repetitivo, mas a magoa era imensa e se intensificava toda noite naquela adega, fazendo com que eu nem me importasse em continuar sofrendo, já que esperara o meu fim.
Só queria deixar de existir, por sofrer, mas fizera algo pior, arruinara o sentimento de uma pessoa que muito amei, e desde então, tudo perdera o sentido, e não sabia como prosseguir à vida, ou fazer algo simples, como sorrir. Sentira que não existia mais, só meu corpo se movimentava a espera de sua partida que demorava a chegar, mas tinha como companheira as bebidas da adega.
A mente e alma já tinham abraçado a morte como amiga íntima, já que esperava em desalento, mas o fim não parecia próximo.
E quando, ainda, estava sóbrio, o pensamento era em tudo o que mais amei, mas o que me restara, recordações, de que um dia fora feliz, de nossos corpos juntos, lado a lado, de sonhos que fizemos. E agora tudo o que tinha era a solidão, resultado de minhas atitudes e escolhas.
Passara a ter desvarios frequentes, certa noite, quando estava sentado em minha poltrona, vi um anjo triste, com asas pretas, e um olhar tão deprimente, que me fizera sentir uma dor que nunca tive, de repente, não sentia mais nada, pulsação ou o meu próprio exalar e fui à direção ao anjo, o meu fim chegara.


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O erro de Marisa

por Luciano Nunes

E assim seguia a vida de Marisa
trabalho, faculdade e muita cobrança,
Marisa era cobrada pelos pais,
pelos colegas e pelos amigos,
não gostavam da forma como ela se portava.

Não gostava de mim...
O que tenho de errado?!
Será que sou de outro mundo?

E triste seguia
desgostosa da vida,
frustrada... com aqueles que desacreditavam
de seu potencial de sua personalidade
e triste Marisa vivia.

Cursando direito,
mas amando as artes,
pesava por não estra neles inseridas.

Chorava, resmungava, não fez sua vontade,
tudo porque seus pais não quiseram
- Para que Artes?
  Se estudais direito
  a rentabilidade é maior?

Sempre chorava,
vivia amargurada,
se sentia insignificante,
amor, para mi não, sente
e, assim, sou uma pedra, simplesmente.

Ninguém gosta de mim.
Se não estiver aqui,
Falta não farei
então... Então...

A morte é a solução,
não serei mais uma aberração,
felizes todos ficarão
sem a presença de um ser "estranhão".

E assim Marisa
procura artifícios para a morte encontrar
crendo os problemas eliminar
com o advento da mesma.

Indo a felicidade
ao ver o terem se aproximar
resolve se jogar
e a morte vem lhe pegar.

Ao outro lado chegar
sem essa densa matéria
fica um pouco dispersa
com a nova situação.

Até aprender a nova situação,
dor sentirá
por coma a vida acabar,
antes do tempo da mesma espirrar

Irmãos de muita luz
vem até Marisa
E a ela explicar
o sentido da vida.

Morte não é o remédio,
não era hora de morrer.
Todos terão uma hora,
que não precisam se preocupar
e a mesma chegará.

Por não aguentar sofrerá
as consequências do ato.

Suicídio foi um exagero
com o otimismo, suporte a prova.